Transfotos - Imagens de Outra Dimensão

2009-05-05 19:05

Fotos de outras dimensões, em que surgem vultos reconhecíveis ou não, às vezes obtidas por acaso, outras propositadamente e com controle científico. Denominadas transfotos, elas vêm se tornando elementos importantes no estudo e comprovação dos mundos invisíveis.

Gilberto Schoereder

    Uma foto de aniversário, de casamento ou aquelas que costumamos tirar quando saímos de férias podem trazer muitas surpresas. Nós não estamos falando de algum defeito prejudicando a imagem, mas do surgimento de elementos estranhos na cena, imagens que, de maneira alguma, deveriam estar ali. Algumas vezes são pontos de luz inexplicáveis; outras, uma sombra ou silhueta, ou formas indefinidas, translúcidas, que não haviam sido percebidas a olho nu. Esse fenômeno vem sendo chamado de transfoto e está sendo estudado por vários grupos em todo o planeta.
    Assim como ocorre com a Transcomunicação Instrumental, as transfotos também podem ser entendidas como possíveis provas da existência de outras dimensões, e de que nós podemos, em certas condições e determinados momentos, entrar em contato com tais dimensões e seres que nelas habitam. Está sendo considerada a forma mais aprimorada de comunicação com os espíritos, tanto no caso das vozes gravadas como nas imagens obtidas. E, apesar de ainda não ter entusiasmado muitos cientistas, tem sido objeto de pesquisas sérias, inclusive e especialmente no Brasil, onde Sonia Rinaldi destaca-se com misteriosas gravações de vozes e a busca constante por uma comprovação científica para o fenômeno.
    Para entender mais sobre as transfotos conversamos com Geraldo Medeiros, fundador do Instituto Medeiros de Pesquisas Conscienciais, que vem trabalhando em torno do conceito de bioenergologia desenvolvido por ele para estudar e catalogar as energias e suas relações com os seres vivos. Medeiros segue uma metodologia científica para comprovar a autenticidade das fotos obtidas e apresenta teorias extremamente interessantes para explicar o fenômeno.

O que são exatamente as transfotos?
    Transfoto é a capacidade ou a possibilidade que um filme fotográfico tem de se sensibilizar com a exposição captando uma imagem que não estaria dentro do contexto visual normal daquele cenário, daquele elemento fotografado. O que acontece é que muitas pessoas têm tirado fotos nas quais, de repente, surge alguma coisa além daquilo que existe no cenário. Por exemplo, tivemos casos de pessoas que bateram fotos  e nelas apareceram entes já falecidos há anos.

Também foram registrados casos de fotos obtidas em computador?
    Exatamente. Aparecem não só imagens, mas sons também – inclusive arquivos escritos – em computador e aparelhos eletrônicos, como secretárias eletrônicas, gravadores, monitores de televisão, recados em celulares. Quem possui um arquivo vastíssimo sobre o assunto é a Sonia Rinaldi, hoje em dia uma pesquisadora de ponta no Brasil e no mundo.

Vocês têm um trabalho específico voltado para esse assunto aqui no Instituto Medeiros?
    Nós temos um trabalho que está muito próximo da Transcomunicação e estamos desenvolvendo alguns estudos, porém, vemos a coisa da seguinte forma: existe um elemento faltante nesse aspecto da Transcomunicação, e por isso ainda não abrimos nossa pesquisa de uma maneira mais ampla.     Geralmente, todos os contatos de Transcomunicação que ocorrem, por exemplo durante uma gravação ou filmagem, são curtos. Dentro da nossa teoria, vemos essa instabilidade como algo extremamente intenso numa comunicação interdimensional. Imaginem que, momentaneamente, duas dimensões se interconectam, e esse ponto em comum de conexão é oscilante demais. Então, nós precisaríamos encontrar uma forma de estabilizar essas oscilações. É justamente nesse ponto em que estamos trabalhando hoje, e temos obtido algumas respostas muito importantes, principalmente no que se refere às transfotos.

E como seria obtida essa estabilização?
    Vamos tentar abordar um pouco o conceito. O indivíduo em si é formado por energias de altíssima intensidade. Então, nós teríamos dimensões que estariam intercaladas. Essas dimensões correriam em paralelo. Porém, no momento em que o indivíduo oscila em nível de carga de energia, ele cria uma deformação dimensional. Essa deformação dimensional teria como elo de ligação uma energia dispersa na atmosfera. denominada energia orgônica, que foi pesquisada por Wilhelm Reich.
    Essa energia está dispersa na atmosfera, é pulsátil, excitável, possui uma coloração específica – um cinza azulado ou verde azulado – e todos nós podemos vê-la a olho nu. Se olharmos, por exemplo, pela janela e observarmos o azul do céu ou o branco das nuvens, vamos perceber vários pontos brilhantes que estariam tilintando lá fora. Podemos acompanhar esses pontinhos brilhantes, que parecem surgir de um ponto, percorrer um trecho e desaparecer em outro ponto. Parece que essa energia está, de alguma forma, permeando a nossa dimensão. No momento em que essa energia permeia nosso corpo e passamos então a expandir nosso campo psicobioenergético, nós criamos um ponto de interseção com alguma dimensão tangenciando nossa realidade no momento. Isso faz com que o nosso cérebro capte essas oscilações, nos despertando a sensação de que alguém está nos observando, de que estarmos numa outra realidade ou dissociados de uma realidade específica.
    Essa sensação ocorre porque nosso cérebro é constituído de uma substância chamada magnetita, que é um ferroso cerca de um milhão de vezes mais sensível a qualquer campo magnético ou biomagnético existente em comparação a outros metais. Essa magnetita estaria dispersa no nosso córtex cerebral em camadas e, a partir do momento em que há uma oscilação biomagnética ou magnética, essas partículas de magnetita se modulam, estimulando os neurônios a reagirem. E nosso cérebro possui um funcionamento adaptado a essa oscilação quântica através de uma substância denominada tubulina, que também é extremamente sensível. No momento em que recebe o estímulo da magnetita, ela processa essa informação através de sensações. Portanto, nosso corpo seria um ponto de aferição e captação dessas oscilações interdimensionais.
    Nós conseguimos comprovar isso através do que chamamos de transfotos. Usando a técnica específica é possível fotografar essa outra realidade. Geralmente quando tiramos fotografias e aparece um elemento estranho ao cenário, nós podemos traçar uma correlação considerando a situação em que tal foto foi tirada. Isso porque geralmente uma foto é tirada num momento em que há alguma excitação, numa festa, num evento qualquer.     Envolve emoção de alta intensidade. Isso é suficiente para criar uma deformação tempo-espaço, porque nós somos constituídos por energia de altíssima intensidade. Para termos uma idéia de como é isso, imaginem que se nós pudéssemos tirar um pedacinho de nosso dedinho e transformar isso, colocar num aparelho de fissão nuclear, teríamos energia suficiente para manter um submarino nuclear dando voltas ao redor do planeta por 40 anos sem parar, tamanha a carga de energia que nosso corpo tem. Tudo isso é energizado por uma consciência, e essa consciência e todo esse processo energético ao nosso redor faz com que sejamos basicamente uma perturbação tempo-espaço. Quando nós oscilamos, criamos esses pontos de conexão interdimensionais, fazendo com que, numa foto, subitamente o filme se sensibilize com um elemento não-pertencente a esta dimensão, mas a outras.

É como se as pessoas fossem capazes de abrir um portal dimensional e estabelecer uma relação com outra dimensão?
    Exatamente. Imagine que você realmente causa uma ruptura tempo-espaço e tem acesso a essas outras informações e realidades.

Vocês estão trabalhando com as transfotos no Instituto há quanto tempo?
    Já estamos trabalhando com as transfotos há aproximadamente três anos. Ainda não publicamos nada porque tem muita pesquisa para ser feita.     Porém, temos resultados muito importantes que vêm provando que não se trata de uma teoria, mas de um fato, e que isso está se consolidando cada vez mais através de um estudo de bioenergologia – a ciência que estuda justamente as energias que nos vitalizam e estão permeando o nosso universo.

Já ouvimos pessoas afirmando que não existe um controle científico apropriado para a obtenção dessas fotos – que geralmente são tiradas num evento público e poderiam ser explicadas pela ação da mente sobre a película fotográfica. O que você tem a dizer sobre isso?
    É justamente o nosso trabalho. Hoje estamos desenvolvendo o estudo das transfotos tomando cuidado com o problema de eventuais deformações, da influência de ondas eletromagnéticas. Então, operamos dentro de um ambiente totalmente controlado, inclusive termicamente, e isolado eletronicamente para que as possíveis interferências sejam filtradas. E temos obtido algumas respostas importantes.
    Com relação às fotos obtidas fora de ambiente controlado, é preciso dizer que geralmente as pessoas que as tiram não estão pensando em bater uma transfoto. Elas estão num evento totalmente diferente, não estão concentradas nesse assunto. Num evento que poderia ser caracterizado como uma foto parapsicológica, de um efeito mental, o indivíduo estaria concentrado, estaria desejoso de obter o resultado. Mas geralmente as pessoas batem as fotos aleatoriamente, sem estar pensando no resultado, não estão envolvidas com aquilo e sim com o evento em si, e o resultado é que acaba aparecendo uma entidade ou alguma coisa diferente.

E as fotos que vocês têm obtido com controle, como elas são feitas?
    São batidas com um filme de 800 ASA, num lugar fechado em que criamos o ambiente específico para isso. Em primeiro lugar, não permitimos a entrada de eletromagnetismo. As fotos são tiradas de modo aleatório e eventualmente surge uma figura, um contorno ou algo parecido. Muitas vezes as fotos não são totalmente nítidas, e o que percebemos são silhuetas, algumas luminosidades diferentes. Porém, uma coisa interessante ocorre antes do registro fotográfico. Algumas pessoas que estão fazendo o controle dessas fotos sentem a presença de alguém e, após a revelação, surge um espectro. Parece que as pessoas percebem com antecedência.

Vocês estão numa fase de pesquisas, mas ainda não sem comprovação científica. Seria isso?
    Eu acho que a pesquisa não pode parar nunca – precisamos sempre estar filtrando as variáveis, inclusive a reprodução do fenômeno é uma coisa importante, e temos obtido reproduções com muita freqüência, o que não é caracterizado como fenômeno parapsicológico. O fenômeno parapsicológico dificilmente é reproduzível. Porém, todas as vezes que criamos uma forma de iniciar o processo das transfotos tem ocorrido a captação de algumas informações.
    Um dos pontos extremamente importantes para transformar isso em algo científico é o estudo do documento da foto, que é o negativo. Existem casos em que a pessoa interpreta mal a foto e o negativo tem alguma sujeira ou está riscado, existe uma incidência de luz criando um halo e a pessoa acha que é uma transfoto quando, na verdade, não é. Mas existem situações em que o negativo apresenta alguma coisa e, quando a foto é revelada, percebe-se a presença de um elemento que não faz parte do contexto e que geralmente aparece com uma forma meio translúcida.

Como as pessoas podem fazer para obter essas transfotos?
    Primeiramente, o lugar precisa ser totalmente fechado, com luminosidade externa zero. Pode-se colocar panos pretos nas janelas para evitar que a luz entre. O ambiente deve ter uma lâmpada na freqüência próxima do ultravioleta. Não é ultravioleta. Ela tem um filtro azul e se consegue comprar em qualquer loja de lâmpadas. É só pedir uma lâmpada azul. É preciso utilizar uma câmera que tenha controle de abertura da objetiva, utilizando a velocidade B. Utiliza-se um filme de 800 ASA. Como a objetiva precisa ficar aberta de 15 a 20 segundos, é necessário usar a câmera num tripé, para não causar oscilações e sobreposições na imagem. As fotos são obtidas aleatoriamente mirando para qualquer parte da sala, mantendo a objetiva aberta entre 15 e 20 segundos. As fotos são feitas na direção do chão, do teto, das paredes, porque uma transfoto surge em qualquer ponto, em qualquer situação. A revelação pode ser feita em qualquer lugar e deve-se observar as fotos com muito cuidado, porque geralmente você não vai conseguir tirar uma transfoto com o elemento ou vulto centralizado – ele costuma surgir num canto, e é preciso observar com atenção.

Para Saber Mais:
Instituto Medeiros de Pesquisas Conscienciais

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