Os Mistérios do Baphomet
2010-05-06 16:03Um pequeno exame sobre os mistérios do Baphomet, com o objetivo principal de fornecer algumas orientações iniciais e permitir que cada estudante possa encontrar subsídios e formar sua própria opinião, avaliando o que normalmente é encontrado ou divulgado nos círculos iniciáticos atuais.
Carlos Raposo
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época – por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico – recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito dessa enigmática figura. O que, de fato, significa essa imagem, e qual sua origem? Além disso, o que ela representa hoje nas ciências arcanas? Há algum culto atual cujos fundamentos estejam calcados nesse mistério?
Em relação a seus aspectos históricos, mesmo não sendo possível estabelecer com precisão uma inequívoca e incontestável ascendência do termo, é provável que sua origem esteja enraizada no princípio do século 14.
Em 1307, uma série de acusações daria início à cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo rei da França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, com a execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois nobres Cavaleiros, queimados nas chamas da Inquisição.
Entre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Costumava-se dizer que, em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos.
Examinando a acusação movida por Clemente V, encontraremos originalmente o seguinte: item quod ipsi per singulas provincias habeant idola; videlicet capita quorum aliqua habebant tres facies, et alia unum; et aliqua cranuim humanum habebant ("também em todas as províncias há ídolos ou cabeças representativas, algumas possuindo três faces, outras, uma, e algumas com crânio humano"). Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma “cabeça”, um “crânio” ou de um “ídolo com três faces”, nada é mencionado sobre Baphomet. De onde, então, teria surgido o termo?
Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Entretanto, uma das possíveis origens é atribuída à pesquisa do arqueólogo austríaco, Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não-simpatizante do ideal templário que, em 1816, escreveu um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e do Baphomet. Ele sugeria que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, baphe e metis, significando “batismo de sabedoria”. A partir dessa conjectura, Von Hammer especula a respeito da existência de rituais de iniciação, nos quais haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.
Dada a aversão de Von Hammer aos Templários, os estudiosos do tema aceitam com reservas sua tese, embora a mencionem como referência. Todavia, a tese de Von Hammer encontra boa receptividade por parte de outros ocultistas, principalmente entre os teósofos de Madame Blavatsky, dado seu entendimento de apontar para a Grécia Antiga como a plausível origem do Baphomet. Relacionando-o com o deus grego Pã, Blavatsky vê no Baphomet um andrógino, com um enorme aparato de ensinamentos de ordem hermética e filosófica.
Também da pesquisa de Von Hammer vêm algumas ilustrações que, provavelmente, cerca de quatro décadas mais tarde serviram de base para Eliphas Levi conceber sua própria ilustração do Baphomet. Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos templários eram degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de aspecto solene e faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários.
Dessa descrição aparece outra referência que diz muito sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um “homem velho”, o qual seria adorado pelos Templários. Esse “homem velho” possuía as mesmas características de Priapus, aquele que foi criado “antes que tudo existisse”. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o deus egípcio Osíris; alguns, como Charles William King (The Gnostics and Their Remains), afirmam que Osíris é o verdadeiro Baphomet dos Templários.
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo teria vindo da antiga Grécia, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras baphe e metros, algo como “batismo da mãe”. Por sua vez, a partir desse raciocínio, surge outra proposição, poucas vezes mencionada, e que aponta ser baphe e metros uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico (Jó, 40:10-15) de origem hebréia. Essa teoria é importante visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da Grande Mãe, esposa do deus Seth. Na concepção egípcia dos deuses, a fêmea do hipopótamo faz uma espécie de contraparte do crocodilo (typhon), da mesma forma que existem os bíblicos Behemot e Leviathan.
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância – principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet – mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas gnósticas de Basilides. Nesse sentido, as palavras anteriormente apresentadas que originaram o termo Baphomet seriam baphe e metios, significando “tintura de sabedoria”, ou o já apresentado “batismo de sabedoria”.
Blavatsky ainda relaciona Baphomet com Azazel, o bode expiatório do deserto, de acordo com a Bíblia (Levítico, 16:5-10). Para ela, o sentido original foi deploravelmente deturpado pelos tradutores das Sagradas Escrituras. Blavatsky ainda explica que Azazel vem da união das palavras Azaz e El, cujo significado assume a forma de um interessante “Deus da Vitória”. Blavatsky vai além quando equipara Baphomet – O Bode Andrógino de Mendes – ao puro Akasha, a Primeira Matéria da Obra Magna.
Em meio a tantas referências, não podemos deixar de mencionar a curiosa tese que diz ser o vocábulo nada mais do que uma simples corruptela francesa para o nome Mahomet. Tal conjectura, sustentada por Albert Gallatin Mackey (em Enciclopedia de la Francmasonería), vem ao encontro da suposição de que os Templários estariam sob influência das doutrinas islâmicas, conseqüência de suas freqüentes incursões no Oriente por ocasião das Cruzadas. No entanto, como bem lembrado por Kenneth Mackenzie (The Royal Masonic Cyclopedia), essa suspeita entraria em franco conflito com a premissa templária de combate à fé islâmica. Há de se ressaltar ainda que a religião islâmica não adota a prática de venerar ídolos, o que representaria uma contradição, caso Baphomet fosse de fato um ídolo adorado pelos Templários.
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para “Pai do Entendimento”, ou “Cabeça do Conhecimento”. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma “cabeça”, veremos nessa hipótese algo plausível de ser aceito.
Apesar de todas as alusões feitas até aqui, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo como principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi. A descrição que ele forneceu foi publicada pela primeira vez em 1854, em Dogma e Ritual de Alta Magia, como Baphomet, Bode de Mendes ou ainda o Bode do Sabbath.
Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios. Apesar dele ter concebido uma arrebatadora e sintética efígie, recheando-a de múltiplos significados, não há como aceitá-la como sendo o “verdadeiro” Baphomet, senão como um fruto da fértil imaginação religiosa do abade. Indo um pouco além, diríamos até que essa idéia foi, entre outras influências, livremente inspirada pela curiosa representação do diabo, esculpida em 1842 no pórtico da Igreja de Saint-Merri, em Paris.
De qualquer modo, pelo texto de Levi, fica claro que, para conceber a “figura exata deste imperador da noite”, ele recebeu forte influência de uma série de informações advindas das mais diversas culturas. Assim, seja sua fonte os desenhos e ídolos descobertos por Von Hammer, seja o Egito ou a Grécia, ou as culturas hebréia, cristã ou gnóstica, e até mesmo de Zoroastro, Levi foi extraindo elementos de cada uma delas para conceber o seu extraordinário Bode do Sabbath.
Contudo, apesar das variadas fontes alegadas, valerá ao estudante mais atento examinar com cuidado redobrado a gravura denominada Hermafrodita de Khunrath, citada como fonte por Levi, visto ela guardar notáveis semelhanças com a concepção do Bode de Mendes (ver a análise “O Andrógino de Khunrath”, presente no livro No Umbral do Mistério, de Stanislas Guaita). Originalmente, essa imagem foi publicada em 1595, por Heinrich Khunrath, no Amphitheatrum Sapientiae Aeternae.
A figura emblemática do Bode de Mendes de Eliphas Levi foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo templário. Como Levi era sacerdote católico, é provável que a imagem bíblica do sacrifício do "bode expiatório" tenha servido de inspiração. Entretanto, no Egito, o bode não possuía grande significado religioso, exceto por esse culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes; daí a denominação escolhida por Levi.
Porém, é significativo mencionar que o bode, do mesmo modo que o carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o bode se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados “positivos” das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os “negativos”. Assim, se naquele se convencionou associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro se tem a exaltação da divindade, enquanto que no segundo a expiação e morte do deus.
Numa variação desse símbolo, o carneiro é substituído por outro bode, passando-se assim a dois bodes utilizados ritualisticamente. A primeira menção desse culto ocorre no Levítico, exatamente no "culto do bode expiatório". Nessa ocasião, durante as festividades, o sacerdote recebia dois bodes e, de acordo com o resultado de uma escolha aleatória, um deles seria imolado enquanto o outro era posto em liberdade. Não deixa de ser interessante se lembrarmos do rito de escolha entre Jesus e Barrabás, no qual um foi sacrificado e o outro posto em liberdade.
O dualismo é a característica mais evidente da gravura de Eliphas Levi. Nela, encontramos propriedades masculinas e femininas, diurnas e noturnas, sugerindo o equilíbrio da criação através do retorno à androginia primordial. A mística sufi, uma herança islâmica supostamente absorvida pelos Templários, menciona que apenas existirá a salvação se for superada a ilusão da dualidade deste mundo de aparências e erros, pelo retorno à unicidade original.
As inscrições Solve e Coagula da imagem de Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista do seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. Todavia, a fórmula Solve et Coagula não se resume apenas à vida material. Podemos entender que o espírito pouco evoluído, ou primário, encontrará os meios pelos quais possa ser transformado em espírito evoluído, superior. A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite essa transformação, os Mestres deram o nome de "mercúrio filosofal", ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria da qual falava o gnóstico Basilides, ainda no século 2. A imagem do Baphomet, de Levi, enfim, é a representação emblemática desse Mercúrio Filosofal.
Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou comum nos dias de hoje. Segundo o erudito abade, essa palavra era a forma cifrada de se dizer TemOHPAB, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas (Pai do Templo, Paz Universal dos Homens). Contudo, a explicação do acróstico não traz maiores esclarecimentos ao termo Baphomet, senão a já bem conhecida menção ao Uno.
No século 20, o controvertido ocultista inglês Aleister Crowley desenvolveu um culto e uma religião que têm como um de seus principais fundamentos exatamente o alegado ídolo templário, segundo sua própria e peculiar concepção do Baphomet.
Ao longo das obras de Crowley, são fartas as referências ao Baphomet, por ele chamado de “Mistério dos Mistérios” no cânone central de sua religião, cânone este composto na forma de um missal denominado Liber XV – A Missa Gnóstica. Tal era sua identificação com Baphomet, que esse nome foi adotado como um de seus mais importantes pseudônimos, ou motes mágicos.
O assunto é tão relevante, que nos rituais de iniciação da Ordo Templi Orientis –, uma das ordens lideradas por Crowley –, praticamente todas as consagrações são feitas em nome de Baphomet. No VI Grau da referida Ordem, numa clara referência a suas supostas raízes orientais, a palavra Baphomet é declarada como sendo aquela que comporta os Oito Pilares (as oito letras que formam a palavra) que sustentam o Céu dos Céus, a Abóbada do Templo Sagrado dos Mistérios, no qual está o Trono do Rei Salomão.
Ainda em sua Missa Gnóstica, Crowley identifica Baphomet com um símbolo chamado “Leão-Serpente” que, assim como Baphomet, é a representação do andrógino ou hermafrodita. Mais especificamente, ele é um composto que possui em si mesmo o equilíbrio das forças masculinas e femininas transmutadas num só elemento. O Leão-Serpente, na verdade, é uma forma cifrada de mencionar a concepção humana, a união dos princípios masculinos (Leão) com femininos (Serpente), ou do espermatozóide com o óvulo, formando o zigoto. Seguindo com os preceitos de Crowley, há diversos modos de mencionar essa dualidade: Sol e Lua, Fogo e Água, Ponto e Círculo, Baqueta e Taça, Sacerdote e Sacerdotisa, Pênis e Vagina, além de várias duplas de eternos polares.
Crowley e seus adeptos não se detêm apenas em demonstrar o Mistério de uma forma puramente alegórica. A “Luz da Gnose”, como é chamada, é celebrada de modo literal. Assim, o ponto máximo da encenação de seu missal consiste na celebração do Supremo Mistério; durante a realização das Missas Gnósticas; todos os participantes comungam das hóstias, também chamadas de Hóstias dos Céus, ou Bolos de Luz, preparadas com sêmen e fluido menstrual.
De acordo com Crowley, Baphomet, sob o nome Leão-Serpente, surge desse composto, da Matéria Primeva, oriunda da Grande Obra, ou seja, do ato sexual entre Sacerdote e Sacerdotisa. Através dos alegados poderes mágicos dos Operantes do Rito da Grande Obra, a Matéria Primeva é transmutada em “Elixir”, ou Amrita. A Grande Obra, contudo, através das propriedades mágicas da fórmula de Baphomet, ainda teria a capacidade de transmutar também os Operantes do Rito e não apenas as substâncias que o compõem.
Baphomet, assim como concebido por Crowley, é então o Elixir ou Tintura da Sabedoria, o veículo da Luz da Gnose, a qual compõe o Mistério Místico Maior, também chamado segredo central de sua Ordo Templi Orientis. Crowley também considerava Baphomet como o supremo Mistério Mágico dos Templários, segredo que estaria concentrado nos graus superiores de sua Ordem. Da mesma forma, ele clamava que esse era o mesmo mistério oculto aos graus superiores da Maçonaria.
Crowley e seus discípulos se consideram herdeiros desse conhecimento, que lhes teria sido transmitido de geração em geração, desde tempos remotos, através dos santos gnósticos, dos quais são sucessores. É curioso constatar que, dentre os inúmeros santos relacionados por Crowley em sua Missa Gnóstica, estejam presentes os nomes Valentin e Basilides, os mesmos gnósticos cujas doutrinas supostamente deram origem ao termo Baphomet.
Crowley também usa uma forma particular de grafia para Baphomet e que, segundo seu relato, lhe foi revelada em visões obtidas durante a realização de determinados trabalhos mágicos (os Trabalhos de Amalantrah, realizados em 1918). Assim, essa palavra aparece curiosamente grafada como BAPHOMIThR. Com isso, Crowley – externamente – sugere que o termo Baphomet seja para ele equivalente ao que Pedro representou para Cristo. No entendimento de Crowley, de acordo com a gematria (técnica de atribuir valores às letras), BAPHOMIThR possui valor igual a 729. Este é o mesmo atribuído à palavra grega kephas, que significa “pedra”. Ou seja, analogamente, sobre esta “pedra” fundamental, Baphomet, Crowley edificou a sua Igreja. Internamente, contudo, num dos graus superiores de sua Ordem, em seus diários a palavra BAPHOMIThR por vezes aparecia para indicar ritos de magia sexual nos quais havia prática de sodomia.
Apesar de muito ter sido dito concernente à questão Baphomet, apenas uma única certeza aparece de modo irrefutável: os mistérios de Baphomet ainda seguirão, dando a oportunidade para que cada estudante penetre num rico e fantástico universo de signos, símbolos e enigmas a serem desvelados.
O próprio enigma da esfinge egípcia nos desafia e ameaça, prometendo maravilhas conquanto nos indaga sobre sua misteriosa natureza. Talvez o que de melhor tenhamos a fazer nesse momento, após tanto considerar sobre essa outra enigmática esfinge, Baphomet, é seguir o sábio exemplo de um dos maiores mestres gnósticos, o próprio Basilides, conhecido como o Mestre do Silêncio, e quedar-nos em sossego.
Abrindo espaço ao silêncio, damos vez à reflexão. Refletindo, confiamos que a verdadeira fraternidade, aquela que se reúne na Igreja Invisível do Espírito Santo, continuará sempre a providenciar nosso sustento espiritual, sem os excessos tão comuns à falsa religião, mas com a tranqüilidade da verdadeira sabedoria, que garantirá justiça e perfeição para todos os seus reais adeptos.
Para Saber Mais:
Carlos Raposo
raposo@artemagicka.com
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