Mensagens à Terra

2009-04-17 16:01

Inspirada por seres extraterrestres, Izabel Cristina da Costa Litieri utiliza seus conhecimentos de pintura para elaborar imagens carregadas de energia, além de ser o canal para uma série de palestras que falam sobre a importância de nossa participação para resolver os problemas do planeta.

    Ela está em contato com um nível diferente da realidade, e utiliza as mensagens e inspirações que recebe de seres desse nível para elaborar palestras e pintar quadros, sempre com o objetivo de provocar transformações favoráveis nas pessoas.
    A trajetória de Izabel Cristina da Costa Litieri começou quando ela ainda estudava arte na Escola Panamericana, em São Paulo. Embora dominasse diferentes técnicas, ela sentia uma dificuldade para pintar no estilo solicitado pelos professores. “Foi então que me dei conta”, ela explica, “de que eu já tinha um estilo. Desde então, nunca mais parei. As técnicas ajudaram muito, mas eu já sentia algo que falava mais alto.”
    Esse ‘algo’ é uma capacidade mediúnica que a coloca em contato com seres identificados como extraterrestres. essa mediunidade se manifestou pela primeira vez através da psicografia durante uma sessão de terapia. Depois de começar a escrever num papel, sem ter muita idéia do que estava acontecendo, Izabel foi convidada pelos extraterrestres a formar um grupo. Eles forneceriam as mensagens e ela seria uma espécie de tradutora. “Eu queria mesmo era o autoconhecimento”, ela comenta. “Não pertencia a religião alguma, mas tinha uma coisa diferente dentro de mim que eu já identificava desde pequena. Só as explicações normais não me bastavam. Eu queria entender mais dessa confusão aqui na Terra.”
    E foi assim que ela começou a dar palestras em vários lugares e no grupo que formou, o Centro de Estudos Hannan – nome que também está relacionado ao tema de sua primeira pintura inspirada pelos extraterrestres. O centro passou a ser muito freqüentado, apesar da falta de divulgação.     “Sempre fui uma pessoa relapsa”, explica Izabel, “de certa forma me boicotando. Queria fazer o trabalho me escondendo, mas não consegui.”

Energização e Curas
    Além das palestras, o centro também se dedicava a curas e energização. “A base do nosso trabalho era a energização”, ela explica, “As pessoas que iam lá eram tocadas em sua consciência. É como se desse um clique e elas acordassem. Mas não havia qualquer ritual ou coisa parecida.”
Certo dia, Izabel recebeu uma mensagem interior dizendo que deveria descontinuar o centro e fez isso. “Algumas pessoas entenderam, mas outras, que já tinham criado dependência do lugar, ficaram perdidas. Elas não sabiam o que fazer da vida sem aquilo.” Mas o fechamento do centro não significou o fim de suas atividades paranormais. Izabel nunca parou, dando palestras uma vez por mês e sempre pintando seus quadros.
    Uma pessoa mais importantes na atividades do Centro Hannan foi Dom João Antônio Neto, um bispo da igreja católica ortodoxa. Segundo a médium, Dom João só não foi o fundador do centro porque tinha de assumir a igreja, mas trabalhou muito com ela. “Tínhamos planos de desenvolver hospitais.”, completa Izabel. “Ele faleceu em 1994 e eu disse que, se agüentasse, continuaria sua obra”. O bispo também podia energizar e fazia trabalho de cura. A própria Izabel é testemunha disso, tendo sido operada e curada por ele.

Pinturas Inspiradas
    Um dia Izabel foi pintar um quadro e o resultado não foi nada do que ela estava esperando. Assim tiveram início as pinturas inspiradas, o que não significa que ela entre em transe ou em algum estado alterado de conciência para produzi-las: a médium apenas senta-se diante da tela e começa.     Seus quadros, que antes desses eventos levavam um mês para ficar prontos, hoje são terminados em 20 minutos. “É a mesma técnica, mas a coisa já vem pronta”, explica ela.
    No início, as telas eram utilizadas nas salas de cura, causando efeitos positivos nas pessoas. Hoje, elas são usadas em qualquer lugar que Izabel vá fazer uma palestra.. “É a única coisa que eles me pedem”, ela comenta, referindo-se à atuação dos extraterrestres, “Quadros e um vaso de flores.     Acho que tem tudo a ver com a energia dessas criaturas.”
    Izabel gosta de servir como canal para os extraterrestres, especialmente porque isso ocorre sem que ela perca o controle do que está fazendo ou sua individualidade. “Eu nunca quis ser médium porque tinha aversão a incorporar”, ela afirma. “Não imaginava como era possível alguém emprestar seu corpo para outra entidade. Mas, quando conheci Dom João e o próprio Gasparetto, descobri que existem mil maneiras de alguém ser médium.     Percebi então que poderia utilizar esse dom da forma que me convém, sem sentir que estou sendo invadida.”

Extraterrestres
    Os extraterrestres com os quais Isabel está em contato formam equipes de trabalho, com vários coordenadores, ainda que não sigam o mesmo tipo de hierarquia que usamos na Terra: “Seu relacionamento conosco e com seus semelhatnes está baseado em completa harmonia e cooperação.     Acredito que eles conquistaram isso passando por tudo o que estamos passando agora.”
    Um dos seres que está em contato mais direto com ela chama-se Hannan – e também dá o nome  ao grupo. Hoje, Izabel sente que pode falar sobre suas experiências sem qualquer constrangimento. “Quando eu comecei, há 10 anos, pouquíssima gente mencionava extraterrestres. Dom João chegou a me dizer pra não falar sobre isso porque iria começar o tipo de abordagem que eu não queria. E, se fosse para fazer esse tipo de propaganda, eu não teria sido convidada.”
    Ela também mantém guardada uma fita em que, durante uma gravação, surge a voz de um dos extraterrestres. “Ali têm algumas revelações importantes, que eles disseram para deixar guardadas mas, no dia em que eu precisar mostrar, não tem problema algum.”
    O objetivo das mensagens que recebe é fornecer informações para que as pessoas vivam melhor. Segundo Izabel, os E.T.s têm poder de concentrar energia e, dessa forma, poderiam dar algum show, como fazer aparecer alguma coisa ou deslocar objetos; mas não é isso que transforma as pessoas, e não é o que eles desejam. “A preocupação é outra: colaborar para as pessoas atingirem o ponto máximo de suas consciências.”
    Em uma enorme psicografia, os extraterrestres também falaram na ‘varredura’ que iria ocorrer no planeta – uma espécie de limpeza de fim de século, ainda que não seja um dos pontos principais das mensagens. Izabel entende que eles investem mais na conscientização das pessoas, porque cada vez mais gente se preocupam com o que está errado. “É isso que vai modificar o planeta”, conclui a médium, “não saber de catástrofes que podem ou não ocorrer.”
    Com relação à virada do milênio, as mensagens que ela tem captado dizem respeito a nós cuidarmos mais de nós mesmos: “O que realmente importa é respeitar nossa vontade interior, o que pouquíssima gente faz. O desrespeito pesa muito no ambiente do planeta, nas relações familiares. É como se a vontade da alma não existisse, ou só existisse apenas para poucas pessoas. O deseequilíbrio da Terra, que eles tentam nivelar energeticamente, contamina o planeta e nossa vida.”
    Como uma pessoa de bom senso, Izabel percebe que a informação sobre seres extraterrestres estarem entre nós e passando mensagens importantes para nosso crescimento – interior, espiritual ou como se queira chamar – não é algo fácil de ser assimilado por todos. “Acreditando ou não”, completa ela, “ninguém pode negar que as mensagens são absolutamente oportunas e que nossa sobrevivência depende, em grande parte, de aceitarrmos nossa responsabilidade nas mudanças que já estão ocorrendo e ainda irão acontecer.”

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