Energias da Vida

2009-05-08 16:39

Desenvolvida por Geraldo Medeiros há cerca de vinte anos, a Bioenergologia estuda as energias que compõem a vida e procura terapias para corrigir as disfunções dessas energias nos seres vivos.

Gilberto Schoereder

    Geraldo Medeiros, fundador do Instituto Medeiros de Pesquisas Conscienciais, apresenta a bioenergologia como uma ciência que estuda as energias de vida, tangenciando ou ficando bem próxima da ciência propriamente dita, sem qualquer envolvimento filosófico ou religioso. Com seu trabalho reconhecido pela Academia de Ciências de Nova York e pela Academia Internacional dos Profissionais de Saúde de NY, Geraldo vem realizando inúmeras experiências e procurando a melhor forma de adaptar os conhecimentos obtidos ao tratamento terapêutico.
    “A bioenergologia”, ele explica, “é o estudo sistematizado das energias que promovem a vida num ser humano ou numa entidade biológica, seja animal ou planta”. Assim, ela visa quantificar e sistematizar a captação dessas bioenergias. “Ao longo da história”, ele continua, “vemos muitas pessoas falando em bioenergia: na tradição hindu, chinesa, até mesmo na japonesa. Mas sempre sob um enfoque filosófico ou religioso, nunca sob o enfoque específico de estudo. Afinal de contas, existe ou não existe? Que tipo de energia é essa? É uma energia ou várias?”
    Para explicar mais sobre seus estudos e pesquisas, conversamos com Geraldo Medeiros sobre os detalhes da bioenergologia.

Você entende que a ciência, de maneira geral, não se interessou em detectar a existência ou não-existência desse tipo de energia?
    Não é exatamente “não se interessar”. É que, na verdade, esse assunto mescla com o lado religioso e místico, e a ciência tenta evitar esse tipo de envolvimento, porque qualquer cientista que venha a se envolver com um assunto desses será denegrido dentro das academias de ciências, das corporações. A bioenergologia é uma ciência que não tem envolvimento com religião ou filosofia, não tem envolvimento na área acadêmica nem política. É uma ciência aberta, livre dos filtros acadêmicos e corporativistas.
    Surge a dúvida: existe ou não essa energia? A bioenergologia é uma ciência plenamente brasileira, e daí também as dificuldades que enfrentamos. Ela não emergiu de um meio acadêmico, mas de uma curiosidade sadia pra tentar descobrir se essas coisas realmente existem ou não. E acaba comprovando que existem. Porém, não se trata de uma forma de energia apenas, como o pessoal da área mais religiosa ou filosófica preconiza. São várias energias, no entanto nós classificamos três.
    A princípio, temos a energia consciencial, proveniente da consciência do indivíduo. Nós chamamos de consciência o que outros chamam de espírito. A consciência atua na matéria, e nós temos vários experimentos que comprovam essa atuação, através de vetores de observação. Essa energia está de maneira infusa e difusa no sistema orgânico.
    A segunda energia é a orgônica, que foi estudada pela primeira vez por Wilhelm Reich nas décadas de 30, 40 e 50, e nós mantivemos esse termo. Fizemos um levantamento do estudo dele, repetimos alguns experimentos, e fomos muito além do que ele descobriu. Essa energia está dispersa pela atmosfera, permeia todos os materiais existentes: madeira, ferro, água, tudo. Entretanto, em cada tipo de material que permeia, ela assume uma velocidade, um espectro diferenciado. É uma energia que promove regeneração celular, o fortalecimento do sistema imunológico. Então, é uma energia vital para o ser humano ou para qualquer entidade biológica. Nós descobrimos também, mediante experimentos, que a falta dessa energia é letal: se criarmos um meio em que, ao invés de captarmos, nós evadirmos essa energia, aquela entidade biológica morre. Nós temos mensuração dessa energia. Ela pode ser vista a olho nu, variando em nível de freqüência de cinco a dez hertz, numa velocidade aproximada de oito milissegundos. Quando tensionada, essa energia adquire esses valores, e tem uma temperatura de 1,3 graus centígrados a mais em relação ao ambiente. A energia orgônica tem um comportamento bem interessante. Ela é atraída pelo carbono e acelerada pelo metal. É atraída também pela água. Portanto, nós mesmos atraímos a energia orgônica, pois nós temos essa composição. Agora, uma sala, por exemplo, pode ser tensionada. Mas é uma energia extremamente suscetível às alterações de campos eletromagnéticos. O eletromagnetismo oscila, e pode também fazer com que a energia orgônica oscile. Quando nós trabalhamos com energia orgônica, temos que isolar de forma que o campo eletromagnético oscile o mínimo possível. Ela pode se tornar letal também. Essa energia que chamamos vital, também pode matar. Ela pode modular, por exemplo, amplificando a vitalidade do eletromagnetismo, e também energias secundárias como a energia nuclear. Ela amplifica cerca de duas a três vezes a letalização de um campo radioativo. A energia vital é bastante delicada.
    E temos uma terceira forma de energia, que é a energia protéica. Essas três energias – consciencial, orgônica e protéica – quando somadas resultam numa quarta forma de energia: a psicobioenergia, que estamos irradiando. Essas três energias se somam em nível intracelular. Elas se combinam; a célula se torna um modulador, combinando tais energias, e conseqüentemente a célula acaba irradiando essa quarta forma de energia.
    É aí que entra o problema que nós estamos enfrentando: mostrar ao público que a bioenergia é uma coisa seriíssima e não se pode brincar com isso. Por exemplo, nós temos uma irradiação de psicobioenergia ao redor de nosso corpo quer varia de cinco a quarenta centímetros de diâmetro. Temos assim, ao redor do nosso corpo, um formato ovóide, esferóide. No entanto, quando alteramos nosso estado emocional ou nossa respiração, nós amplificamos essa expansão de campo, chegando a cerca de oito metros de diâmetro. Se esse campo permanecer por muito tempo amplificado, expandido, ele começa a promover uma espécie de intoxicação, tanto ao o próprio organismo quanto às pessoas que estão ao redor. Elas começam a apresentar uma sintomatologia típica: dores de cabeça, sede compulsiva, irritação, tonturas, vertigens, baixo nível de concentração, sono fragmentado ou extremamente profundo, cansaço crônico sem motivo aparente (ou, quando a pessoa acorda, parece que não dormiu nada).
    Nós detectamos que a respiração faz isso. Porém, quando se respira – no caso de um exercício respiratório ou mesmo de um exercício físico que altere a respiração – você promove pulsos de psicobioenergia, o que não é letal, muito pelo contrário: é até profilático. Mas quando essa energia se amplifica e cronifica, ou seja, quando ela permanece dessa forma expandida, ela forma uma barreira e não permite que a energia orgônica permeie o organismo.
    Esse campo de força faz com que os tecidos comecem a ficar desvitalizados, surgindo a couraça muscular. Quando essa couraça se instala, o indivíduo já está num ponto de desvitalização tal que energeticamente ele já tem uma sintomatologia específica que, no entanto, clinicamente não é detectada. Ele então vai ao médico; o médico pede pra fazer exames, e tais exames não acusam nada. Aí ele carimba na ficha do indivíduo “snv”, sintomas vagos. Entretanto, energeticamente está existindo. Se a medicina pudesse tratar energeticamente esse indivíduo, ele não iria somatizar, não passaria ao físico.
    A minha preocupação é a seguinte: tem muita gente aplicando reiki e fazendo passes espirituais. O princípio em si, por exemplo no caso do reiki, seria canalizar a energia, mas quem é que me comprova que esse indivíduo também não estaria modulando sua psicobioenergia e, de repente, estaria passando pra outro indivíduo?

Em que casos ocorre essa expansão?

    Por exemplo, nas alterações emocionais, tanto em euforia quanto em tristeza, nas alterações nervosas. Alterar campos, estamos sempre alterando, mas o problema é a partir do momento em que ele mantém esse estado. No caso do passe espiritual, nos centros espíritas, a idéia é que exista uma consciência que vá canalizar essa energia através do médium passista, para a pessoa ser beneficiada. Mas quem garante que aquele indivíduo está conectado com alguma consciência. Ele pode achar pode doar dele mesmo, jogando uma psicobioenergia. Às vezes, o indivíduo que está com problemas ou doente se torna bem mais sensível à ação da psicobioenergia do que qualquer outra pessoa. Ou seja, estamos trabalhando com coisas muito sérias.
    Realizamos várias experiências nas quais mostramos que camundongos que foram irradiados apresentaram letalizações e acabaram morrendo com anemia, com inapetência; apresentaram sintomas típicos de indivíduos que ficaram expostos a radiação nuclear de baixa intensidade por um longo período.
    O interessante é que a psicobioenergia pode ser utilizada num lado positivo. Ela tem uma aplicação específica, por exemplo, na contenção de proliferação bacteriana ou virótica. Numa pessoa que está com infecção, com vírus, nós podemos trabalhar com pulsos de psicobioenergia, uma vez que o ambiente energético orgânico se modifica e o vírus ou a bactéria perde a referência, e o desenvolvimento é inibido. Um vírus é mutante. A cada oito horas ele faz uma mutação, e esse é exatamente o tempo que o nosso sistema imunológico leva pra captar essa mutação. Quando o sinalizador do sistema imunológico detecta o vírus, ele muta. É o caso do HIV. Com a psicobioenergia, essa mutação é retardada, pois o sinalizador se instala e o sistema imunológico consegue detectar. É um efeito muito próximo da esterilização através do ultravioleta.

Como você faz a emissão dessa energia?
Por meio da respiração. É uma coisa bastante simples. Numa respiração em que você inspira, prende por cinco segundos e expira, você já está expandindo.

Mas no caso de uma experiência com camundongos, por exemplo, você vai ter de emitir a esses animais. Existe um aparelho que faça isso ou tem de ser uma pessoa?
    Tem de ser uma pessoa, porque ela é justamente a fusão das três energias estruturais. No caso de experimentações, nós saturamos a água ou alimento desses animais. Em nosso tratamento, nós usamos o que chamamos processo de fusão de consciência, o fucon, energia orgônica e a psicobioenergia. O fucon é pra entrar no processo de análise da consciência do indivíduo. Ele é extremamente complexo, mas estabiliza as modulações conscienciais do indivíduo.
    A energia orgônica acelera regenerações celulares, fortalece o sistema imunológico, promove maior vitalização do indivíduo. E a psicobioenergia é utilizada especificamente para a parte de vírus e bactérias. São formas de energia aplicadas em casos específicos. Nós vemos situações em que a pessoa usa uma só energia pra tudo. De repente funciona, ela diz que aquilo está dando certo.
    Portanto, a bioenergologia estuda todas essas formas de energia. Existe a subdisciplina, que é a bioenergopatia, que aplica as bioenergias para o processo terapêutico. Nós conseguimos observar coisas importantes no indivíduo. Por exemplo, realizamos um exame que chamamos de BEG, ‘bio-energo-gráfico’. Por um pedaço do cabelo ou de unha do indivíduo, eu sei o quanto de energia orgônica ele tem, o quanto de psicobioenergia ele está modulando, e o quanto de desvitalização. Eu desenvolvi a técnica e o aparelho. Numa foto de uma mecha de cabelo, por ex., o azul é energia orgônica, o amarelo é psicobioenergia, e o branco significa paralisação de energia. Uma mecha com o verde significa a resistência que a energia orgônica tem pra penetrar no organismo do indivíduo.

É diferente do Kirlian?
    É diferente. Uma vez que as bioenergias não podem ter influência de energias secundárias, como eletromagnetismo e eletricidade, então a amostra fica irradiando por vinte e quatro horas, sem influência de eletricidade. É fotografado sem luz, numa caixa fechada. É uma irradiação natural do cabelo ou unha. E nós conseguimos medir o campo da pessoa. No processo terapêutico, nós vamos coletar amostra do cabelo com a finalidade de quantificar as energias, e depois vamos fazer uma medição de campo na pessoa. Essa medição é feita com a mão, mas não se toca no indivíduo. Não existe aparelho mais sensível que o próprio corpo humano: nossos sensores físicos são trabalhados especificamente pra isso. Nós temos recurso cerebral com esse fim. Que recurso é esse?
    Distribuída em camadas em nosso cérebro, temos uma substância chamada magnetita, um ferroso que, em nível magnético, é um milhão de vezes mais sensível do que qualquer outro metal. Quando estamos próximos de uma fonte magnética ou biomagnética, esses sensores vibram, o que faz com que tenhamos as sensações de formigamento ou de volume na mão. Esse mapeamento é feito num diagrama, descobrindo pontos de maior incidência de bioenergia, ou seja, aqueles pontos que estão saturados e aqueles que estão com pouca bioenergia. Portanto, trabalhamos nesses pontos pra equalizar o indivíduo de uma maneira global, pra ele se sentir melhor.
Não adianta ter, num ponto do corpo, um campo expandido, e em outro, um com pouca energia, pois isso vai fazer com que o organismo tenha disfunções. Esses são aqueles pontos que chamamos de “momentos angulares”, extremamente fortes de um lado e com zero de energia de outro.     Esses desertos energéticos são áreas em que, certamente, o indivíduo terá problemas de somatização. Aqueles pontos que estão mais expandidos indicam que o indivíduo tem sensações, mas ainda em nível de energia, ainda não passaram para o físico.
    No tratamento, nós aplicamos essas energias que estão em falta, fazemos uma reposição bioenergética no indivíduo por meio de produtos como glóbulos de sacarose inertes (trabalhados termicamente pra armazenar energia), e água, uma substância fantástica que ninguém conhece. Existem cientistas que estão gastando décadas de pesquisa pra tentar entender o que é a água, e ninguém consegue. Em nossos estudos – e essa tecnologia é nossa – conseguimos criar na água uma estrutura que armazena a bioenergia. Quando o indivíduo toma essa água, e ela entra em contato com nossas substâncias orgânicas internas, a estrutura chamada clatrato se abre. Clatrato vem do grego ‘câmara’ e, no momento em que se abre, a energia se espalha. Essa energia é irradiada de dentro pra fora do organismo; quer dizer, tem um efeito muito mais forte. Esses hidrogênios que foram trabalhados ou bioenergizados, se comunicam de maneira direta com os hidrogênios do nosso DNA, e vão se combinando, se comunicando, o que acelera a comunicação intercelular. É extremamente vitalizante. Não existe nada melhor do que a água.

Para saber mais
Instituto Medeiros de Pesquisas Conscienciais
www.institutomedeiros.com.br

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