Amparadores Espirituais – 2ª Parte
2009-05-05 17:11O especialista em projeção astral Wagner Borges conversou com a Sexto Sentido sobre sua atuação como amparador espiritual, ajudando espíritos que encontram dificuldades para enfrentar a vida após a morte do corpo físico. A seguir, está a segunda parte da entrevista.
Você já presenciou alguns desencarnes?
Sim. Eu já vi pessoas morrerem e servi como elemento de ajuda no desprendimento. Outro dia tive uma experiência. Vi um barco bem primitivo, cheio de africanos, que estavam fugindo de alguma coisa. O barco virou e todos morreram afogados. Eu vi os espíritos saírem do corpo e, na hora, apareceu uma mulher hindu, desencarnada, que estendia as mãos e projetava luz, puxando os espíritos e enfiando-os dentro de um vórtice de energia. Eu já sabia que eles seriam recebidos do lado de lá. Mentalmente ela me disse que os seres humanos são cegos e não estão vendo esse amor que os leva para o outro lado na hora certa. Que todo mundo recebe assistência.
Quem define a vinda desse ser, que chega para ajudar? Ele sabe o que vai acontecer com antecedência?
Ele já sabe que vai acontecer. O processo reencarnatório não é aleatório. Existe uma organização extrafísica, com seres mais avançados que coordenam os processos daqueles que estão submetidos à roda reencarnatória. Vou dar um exemplo: quando era pequeno, você não escolheu o colégio em que estudou — seu pai e sua mãe o levaram pra lá. Depois, você cresceu e pôde escolher seu caminho. Quando uma consciência ainda não sabe o que é melhor para ela, seres mais avançados coordenam o processo até ela alcançar a maturidade para decidir o caminho. Então, esses seres fazem com que ela reencarne em países e situações adequados para aquela determinada alma aprender o que precisa. Às vezes, você vem para uma vida para aprender uma única característica que está faltando. Nós temos livre arbítrio e podemos, por exemplo, encurtar o tempo. O suicida é um exemplo disso. Ele vem com uma carga e acaba se suicidando. Vamos chamar a vida na Terra de ano letivo: o corpo é o uniforme, o planeta é a escola. Você é enviado para uma série, cada vida é uma série. Ao longo da vida certas coisas vão acontecer e não são livre arbítrio, mas experiências que esses professores preparam para que a pessoa aprenda algo. Mas existe o livre arbítrio. Dentro da sala de aula, o aluno não escolhe o currículo que vai estudar, mas, por exemplo, pode escolher fazer amizade com o colega ao lado ou não. Ele pode estudar mais ou menos. Pode quebrar a carteira ou não. A postura do aluno dentro da sala de aula é livre arbítrio — o currículo que o aluno vai estudar é programado. Como o aluno reage a esse currículo é livre arbítrio.
E os ciclos familiares? Dizem que ficamos reencarnando junto com as mesmas pessoas de um determinado ciclo até as pendências entre todas serem resolvidas.
Depende — isso também é relativo. Existem milhares que reencarnam ao longo dos séculos e acabam se encontrando ao longo das vidas, mas têm muitas pessoas que ainda estamos conhecendo, que não vêm de uma vida passada. Alguns se perguntam: se há reencarnação, por que a população da Terra continua está aumentando? Porque vêm pessoas de outros planetas pra cá. Existem milhares de humanidades semelhantes à nossa, espalhadas pela galáxia, na mesma evolução que nós. Existem milhares de outras bem superiores, e milhares bem inferiores.
O que ocorre quando existe uma grande catástrofe, como terremotos?
É uma espécie de carma coletivo. As pessoas são atraídas para o lugar. Por exemplo, se precisa passar pela experiência de morrer num terremoto, você não vai nascer no Brasil, mas na Califórnia, nas Filipinas, no Japão, em países sujeitos a terremotos. O pessoal que programa isso do lado de lá vai encaixar a pessoa num lugar em que ela passe por aquela experiência. Isso já é direcionado. Quando ocorre a tragédia coletiva, o pessoal do lado de lá já sabe com antecedência e todos se preparam bem antes. Do mesmo jeito que existe banco de sangue nos hospitais, existem bancos de energia do lado de lá. Como esses espíritos são sutis e as pessoas que estão desencarnando, muitas delas, estão em condições bastante densas, vários meses antes eles começam a extrair energia de médiuns, de pessoas bondosas, de grupos ocultistas, espíritas, iogues. Eles captam essas energias sem ninguém saber e vão guardando dentro de aparelhos extrafísicos. Quando ocorre a tragédia, eles usam essa energia para romper os cordões de prata, porque são energias de seres humanos para seres humanos, mais compatíveis. Eu já vi isso do lado de lá. Esses seres espirituais que ajudam — os chamados amparadores, guias espirituais ou benfeitores — são pessoas, seres humanos desencarnados. Entre eles você vai encontrar desde gente quase igual a nós, do mesmo nível, pessoas bacanas, até aquele superavançado que nem mais parece gente como nós, mas um ser totalmente de luz.
E como alguém é recrutado para essa função?
Na verdade, nós somos agentes interdimensionais e já fazíamos parte dessa equipe do lado de lá. Apenas reencarnamos para servir de suporte aos outros. A maioria dos sensitivos que eu conheço é dessa turma, e é por isso que a comunicação que tenho com eles é natural. Eu não acho que eles são superiores a mim, eles são meus colegas. Agora, é claro que vai ter um colega mais ou menos igual, um mais complicado e um mais avançado, como qualquer grupo de amigos. Você vai ter um amigo que é gênio, um amigo que é chato e um que é igual a você. Espíritos são apenas seres humanos extrafísicos, eles não são divindades. Por exemplo, eu não faço preces para espíritos. Quando ergo a mente em agradecimento, eu penso num todo, numa consciência cósmica, e se eu tiver de pensar em alguém, penso em alguém como Buda, Jesus, não como foco religioso, mas como foco de inspiração, de exemplo.
Você tem um mentor?
Tenho vários. Existem sempre dois ou três que me acompanham há mais tempo. Um deles se chama Viassa, um hindu, e é quem eu chamo de mentor de muitas coisas que escrevo. Esse é muito presente. Tem outro que aparece como um chinês. E, dependendo da atividade do momento, um ou outro é mais presente. Tecnicamente falando, guia espiritual é qualquer um que ajude você em algum caminho. Até o ser humano ao seu lado pode ser seu guia, se ele abre caminho para você. Mas, por melhores que sejam os guias, nenhum deles pode caminhar por nós. O que eles podem fazer é apontar caminhos, sugerir idéias. E os guias também não tiram obstáculos do caminho, porque esses obstáculos nos fazem crescer. Isso eqüivale a uma prova na qual o professor não pode dar as respostas ao aluno. O guia, que é um professor, um mestre extrafísico, não pode dar resposta de alguns dramas, porque você aprende mais na crise. Se o guia eliminasse a prova a pessoa não desenvolveria aquela qualidade. A função do guia, então, é tentar inspirar, para que você agüente o tranco da prova, para que sua paciência seja grande, para que seu amor não decaia, para que sua luz continue acesa mesmo que tudo esteja em trevas à sua volta.
E quando o guia vê, por exemplo, que uma pessoa vai cometer suicídio?
Ele tenta o máximo possível jogar ondas mentais para ajudá-la. Só que a pessoa costuma estar tão fechada em suas próprias formas mentais que fica impermeável. É a mesma coisa que tentar conversar com um bêbado. Ele não escuta. Eu costumo dizer que muitas pessoas estão embriagadas emocionalmente: elas não bebem álcool, mas bebem emoções pesadas, tão pesadas que a capacidade de discernimento desaparece. A pessoa é impermeável a tudo de bom que alguém tenda dizer para ela aqui mesmo, na Terra; imagine do lado de lá. Aí entram as leis de causa e efeito: a cada um segundo os seus pensamentos, os seus sentimentos e os seus atos. É a lei mais justa que conheço, na qual cada um recebe, lá na frente, aquilo que fez. Nós vamos semeando a pista em que iremos andar; alguns jogam pregos, e daqui a pouco começam a furar o pé nos pregos que jogaram. Mas pessoas que jogam flores.
Isso é causa e efeito, é carma, não tem nada a ver com punição. O umbral não é criação divina, é criação humana, porque esse plano é plasmado a partir de tudo trevoso que está dentro de nós. Foi o ser humano trevoso que criou o plano astral pesado, da mesma forma que o ser humano avançado criou o plano astral avançado.
Existem idosos que desencarnam e seu espírito se manifesta para pessoas 20, 30 anos depois com a mesma aparência envelhecida. Outros parecem mais jovens. Por quê?
O corpo físico não reflete nosso estado íntimo. Por exemplo, eu posso estar mal, mas disfarçar e ficar rindo, e você não vai saber que estou mal. O corpo físico, o rosto é uma máscara que não reflete o que pensamos, por isso, podemos enganar uns aos outros. Quando você sai do corpo, o corpo espiritual reflete o que você pensa, de modo que não dá para enganar o seu estado íntimo. Até aqui, no plano físico, às vezes você vê um ancião e ele tem viço na expressão; outras vezes você vê um jovem e ele está apagado. Quando a pessoa deixa o corpo, o espírito que estava dentro dele, independente da idade, pode remoçar, porque seu estado íntimo é jovem e o corpo espiritual plasma uma imagem remoçada. Aquele que estava mal pode aparecer envelhecido, carregado.
Se a pessoa deixa o corpo com uma doença, ela pode continuar com a doença no astral?
Pode continuar até se desprender do condicionamento da doença. Por exemplo, muitos cegos passaram tantos anos sem enxergar que acham que não conseguem ver. Então, às vezes é feito um trabalho psicológico para a pessoa perceber que não está cega, que aquilo é um condicionamento. Uma vez eu vi um desencarnado que voava numa cadeira de rodas. Ele não saía da cadeira porque passou 50 anos sentado em uma. Essa cadeira não era mais física, virou psíquica, era o apoio dele. O homem desencarnou e carregou a forma mental da cadeira de rodas. Depois de um tempo ele vai se descondicionar e voar normalmente, mas às vezes a morte não quebra um condicionamento.
Mesmo depois do espírito ter passado por um hospital extrafísico, onde seu cordão astral é rompido e ele passe por um tratamento para se adaptar à nova realidade de sua existência sem corpo ?
Mesmo assim. O tratamento ali é energético, mas quem pode mudar sua consciência? Pode-se tentar mudar a energia, deixar a pessoa mais leve, mas ela mesma pode fazer esse processo ficar arrastado, lento. Sem falar daqueles que não aceitam ter morrido, devido a vários fatores. A pessoa se vê num corpo espiritual que reflete a aparência do físico; ela olha para si mesma e pensa que não morreu, porque está com o mesmo corpo, ou porque Jesus não apareceu como tinha sido prometido, ou porque achava que depois da morte ia ficar dormindo até o dia do Juízo Final. E se perguntam a ela por que ninguém a vê, ela diz que estão todos cegos. A pessoa arranja mil e um motivos para não admitir o que aconteceu.
Imagine as pessoas que negam a morte a vida inteira — quando morrem elas não vão querer discutir isso e arranjam uma camuflagem psicológica, distorcendo a realidade. Uns falam que é um pesadelo, que vão acordar e descobrir que tudo aquilo não é verdade. Ou que os espíritos à sua volta são demônios que estão torturando. A pessoa fica num estado de confusão e, às vezes, demora para melhorar. Mas uma coisa eu garanto: toda pessoa que está bem por dentro tem um processo muito mais rápido do lado de lá. E uma coisa com a qual as pessoas não podem se enganar: uma excelente pessoa pode morrer violentamente, atropelada, ou assassinada. O fato do corpo dela ter ficado em picadinhos embaixo de um carro não significa que ela esteja mal. Um segundo depois ela está bem do lado de lá. E o fato de alguém morrer na cama, dormindo, não garante que ela vá estar bem do outro lado. Tem muito pilantra que morre dormindo. As pessoas se iludem com a aparência do cadáver. O gênero de morte não determina a qualidade da consciência, porque o que determina essa qualidade não é a morte e sim o que se fez em vida.
Existem pessoas que, antes de deixar o corpo, começam a ver parentes já falecidos.
Isso porque eles geralmente vêm ajudar, vêm puxar a pessoa para fora. Ainda mais alguém de idade, que já está adoentado, com os sentidos físicos amortecidos. Essa pessoa está tendo um adiantamento e, dias antes, já começa a ver o pessoal. Eu acho legal a pessoa se desprender consciente do processo, porque ela carrega essa certeza dentro dela e, nas próximas vidas, nasce encarando a questão da morte como algo natural.
Uma dica que eu dou para o leitor: se a pessoa porventura estiver saindo do corpo, na hora da morte, e estiver consciente, ela vai ver seres a sua volta. Se vir algum vórtice energético, ela deve entrar, porque irá fazer uma passagem de dimensões tranqüila. Se ela não vir ninguém — porque, às vezes, devido à diferença vibracional nessa hora, o cordão de prata ainda não se rompeu; os seres estão ali, mas a pessoa não está vendo —, um conselho que eu dou é estender as mãos para a frente e projetar luz adiante, pensar na palavra luz no centro da testa. O que acontece? O padrão dimensional do corpo espiritual dela muda e ela vê todo mundo ao redor.
E o que acontece depois que alguém desencarna, passa por um hospital e já esteja adaptada a sua dimensão?
Nessas dimensões existem cidades extrafísicas plasmadas por seres avançados, nas quais vivem comunidades de espíritos. Quando a pessoa sai do corpo, vê o ambiente imediato, o quarto, a cama. A próxima dimensão é o umbral, o plano astral mais pesado. Passando por ele, estão os hospitais extrafísicos e, a seguir, as cidades astrais. A pessoa não precisa passar por uma dimensão inferior para chegar à outra, porque é uma questão de sintonia. Não é um deslocamento espacial, mas um deslocamento de consciência.
Essas cidades, que existem sobre os lugares físicos, lembram os ambientes imediatos de onde a pessoa saiu. Por exemplo, uma cidade extrafísica por cima de São Paulo reflete uma realidade igual à de São Paulo. Os espíritos mantêm uma realidade paralela para que a pessoa se sinta ambientada logo que desencarna. Nessas cidades espirituais não existem problemas de dinheiro ou violência — é como se fosse a humanidade legal, projetada do lado de lá. É um ambiente humano, com nível igual ao nosso aqui, só que projetado do lado de lá. Então as pessoas têm atividades de trabalho, lazer, como aqui, mas tudo simplificado e aprofundado. Ou seja, é o plano físico perfeito. Depois dessas cidades extrafísicas — em que a pessoa recupera a lembrança de vidas passadas, reaprende a voar, retoma ao seu nível —, ela passa para outra freqüência, mais compatível com seu estado interno. São os chamados lugares de estudo e aprendizado. Todo mundo que está ali sabe que teve outras vidas, lembra de tudo, sabe mexer com energia e já ajuda os outros. Nesses ambientes você ainda vê a divisão homem e mulher. Espírito não tem sexo, mas eles mantêm a identidade.
"Sem a esperança da imortalidade seria inútil viver algum tempo somente para padecer tantos males e chorar, tão a miúdo, perdas irreparáveis."
Victor Tissot
VIVENDO, MORRENDO E APRENDENDO...
(texto recebido espiritualmente por Wagner Borges)
Lembra como era incrível antes?... Nós brincávamos tanto. O tempo parecia não existir e nada nos separava. Meus brinquedos espalhados pelo chão do quarto e vocês brigando/rindo comigo por causa da bagunça.
Mãe, pode crer, eu era feliz aí e, se pudesse, ainda estaria morando com vocês. Só que Deus resolveu me puxar pra fora do corpo de uma vez. A princípio relutei e não quis seguir aqueles homens-espíritos-legais que estavam ali na UTI pra me ajudar. Mas daí apareceu meu vô no meio de uma luz bonita e me explicou que meu corpo estava bastante detonado pela doença e que eu não podia mais ficar dentro dele.
O vô me pegou no colo e flutuou comigo por cima da cama onde meu corpo estava. Foi aí que apareceu um túnel de luz à nossa frente e o vô mergulhou dentro dele comigo agarrado. O túnel era radical e eu gostei de seguir dentro dele, pois havia uma "luz viva" nos envolvendo e ela parecia nos acariciar suavemente. A luz era gostosa, mas acabei dormindo no colo do vô.
Quando acordei, estava deitado numa cama super cheirosa e macia. O lençol que me cobria era super branquinho e o mais incrível é que, à medida que eu respirava, ele soltava uma luz que me penetrava e me fazia um bem danado. Uma moça vestida de branco entrou no quarto onde eu estava e me disse que eu tinha desencarnado, mas que estava bem. Pô, achei isso muito estranho, mas a moça estava falando sério mesmo. Daí, lembrei o que o vô tinha falado comigo na hora de flutuar e fiquei quieto esperando ele chegar. Quando ele chegou, me deu um abração e logo me botou no seu colo novamente.
O vô me levou pra um jardim fantástico que tem aqui e me explicou tudo direitinho. Disse que eu tinha desencarnado mesmo e que precisava de um tempinho pra me adaptar. Disse também que só era pra eu ter vivido mesmo na Terra por onze anos.
Segundo o vô, vocês até que aturaram bem a minha partida, mas parece que sobrou uma ponta de dor quando lembram da minha doença. É por isso que ele arranjou esse rapaz sensitivo pra eu escrever através da mente dele.
Parem de falar com os outros sobre a minha morte; falem sobre a minha vida. Foi curtinha, mas foi uma vidinha legal!
Quando o vô olha pra mim, sai luz dos olhos dele.
Olhem, tenho que parar de escrever agora. O vô está me dizendo que o rapaz sensitivo ainda tem de escrever um monte de coisas de outros caras que estão aqui com ele. Quando der, eu volto!
Um beijo
- Vitinho -
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